Instituto Fauna Brasil: Proteção da Vida Silvestre e Participação Comunitária
A conservação da biodiversidade também pode transformar a relação entre as pessoas e o local onde vivem.
Essa perspectiva orienta o trabalho do Instituto Fauna Brasil (IFB), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, sediada em Florianópolis, Santa Catarina.
Sob a presidência da Diplomata Civil Vanessa Kanaan, o Instituto integra ciência, bem-estar animal e desenvolvimento humano.
Suas iniciativas buscam recuperar populações de espécies silvestres, restaurar interações ecológicas e aproximar as comunidades da proteção ambiental.
Fundado em novembro de 2023, o IFB reúne experiências de conservação iniciadas em 2010.
Essa trajetória demonstra como projetos dedicados à fauna podem evoluir para iniciativas mais amplas de educação, participação social e sustentabilidade.
Vanessa Kanaan: ciência e compromisso com a vida silvestre
Vanessa Kanaan construiu sua trajetória profissional em prol do bem-estar e da conservação da fauna silvestres, com atuação em projetos de reabilitação, reintrodução e acompanhamento de animais silvestres.
Doutora e pesquisadora, Vanessa participa da produção de conhecimento científico sobre conservação e bem-estar animal.
Sua experiência também envolve o desenvolvimento de estratégias para devolver espécies a ambientes onde suas populações desapareceram.
Como fundadora e presidente do Instituto Fauna Brasil, ela trabalha para integrar o conhecimento científico à participação das comunidades e à proteção dos ecossistemas.
Essa abordagem aproxima sua atuação dos princípios da Diplomacia Civil Humanitária, especialmente no reconhecimento da responsabilidade coletiva pela vida, pelo meio ambiente e pelo desenvolvimento sustentável.
Instituto Fauna Brasil contribui para a recuperação de espécies silvestres
Entre os programas vinculados à trajetória do Instituto, destaca-se a reintrodução do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) na região do Parque Nacional das Araucárias, em Santa Catarina.
Iniciado em 2010, o projeto busca recuperar a presença da espécie na Floresta com Araucárias. Desde o início das atividades, mais de 250 papagaios foram soltos na natureza.
Além disso, o acompanhamento das aves permitiu registrar mais de 15 filhotes, sendo cinco filhotes que deixaram os ninhos na temporada reprodutiva mais recente, segundo os dados institucionais de 2026.
Outro programa importante envolve o bugio-ruivo (Alouatta guariba), espécie que voltou a ocupar áreas da Ilha de Santa Catarina por meio de ações de reintrodução, depois de 260 anos de extinção local.
Em 2024, o projeto realizou a soltura de 16 bugios. Já em 2025, as equipes contabilizaram mais de 250 horas de monitoramento, acompanhando a adaptação dos animais e suas interações com o ambiente.
O Instituto também desenvolve estudos para avaliar a possível reintrodução de pequenos felinos silvestres, como o gato-do-mato-pequeno-do-sul e o gato-maracajá.
Nesse caso, as atividades incluem análises de viabilidade, avaliação de habitats e monitoramento da fauna. Esses procedimentos são fundamentais para orientar futuras decisões de conservação.
Educação ambiental aproxima comunidades da conservação
O Instituto Fauna Brasil considera a participação comunitária uma parte essencial da proteção da biodiversidade.
Por isso, suas iniciativas educativas procuram aproximar estudantes, professores, moradores e visitantes da realidade da conservação de ecossistemas e dos animais silvestres.
Uma dessas iniciativas é o Vem Passarinhar, que promove atividades gratuitas e orientadas de observação de aves.
Além de estimular o contato com a natureza, o programa contribui para o monitoramento da biodiversidade por meio da ciência cidadã. Também cria oportunidades de geração de renda para guias locais.
Segundo a apresentação institucional de 2026, o programa contabilizou 62 atividades de observação de aves, com 1.997 participações registradas.
Desde setembro de 2025, o Instituto também mantém uma Base de Educação Ambiental em Florianópolis. O espaço recebe visitantes, escolas, educadores e grupos comunitários.
No conjunto das iniciativas educativas e de envolvimento comunitário, o IFB informa um alcance de 11.933 participações registradas ou estimadas desde sua fundação, até outubro de 2026.
Os números representam participações em atividades e estimativas de alcance, não necessariamente pessoas diferentes.
Desenvolvimento humano e justiça socioambiental
A experiência do Instituto Fauna Brasil demonstra a importância de considerar as comunidades nos processos de conservação ambiental.
Proteger a fauna exige conhecimento científico e ações de longo prazo. Entretanto, também depende de educação, oportunidades e envolvimento das pessoas que compartilham o território com as espécies silvestres.
Nesse contexto, o Instituto procura fortalecer vínculos comunitários, ampliar o acesso ao conhecimento e incentivar formas sustentáveis de participação econômica.
Em 2026, a organização ampliou formalmente sua abordagem institucional, incorporando com maior destaque a justiça socioambiental, a promoção de direitos e o desenvolvimento humano.
Essa orientação reconhece que a conservação da biodiversidade está relacionada à qualidade de vida e às condições sociais das comunidades.
Essa perspectiva também encontra espaço na Diplomacia Civil Humanitária, que valoriza a cooperação e o compromisso com o bem-estar das pessoas e das comunidades.
Para conhecer os projetos e as iniciativas do Instituto Fauna Brasil, acesse: https://institutofaunabrasil.org.br/















